Nesta quinta-feira (4), o auditório da Unidade JK, recebeu a aula inaugural dos cursos de comunicação do Centro Universitário Newton Paiva com um debate centralizado no desenvolvimento das campanhas políticas (eleições de 2014). Os candidatos ao governo de Minas Gerais, Fidélis Alcantara (PSOL), Tarcisio Delgado (PSB), Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), foram respectivamente representados por seus assessores — Igor Barbosa, Cacá Soares, Wilson Rezende e Ronald Freitas. Além disso, Sara Azevedo representou Luciana Genro, candidata à presidência da república pelo PSOL.
A coordenadora Juliana Dias mediou o debate.
(Foto: Arthur Anjos/CPJ)
A coordenadora dos cursos
de Comunicação da Newton, Juliana Dias, disse que, nas aulas inaugurais, “os
calouros têm de ter um choque de realidade, trocando experiências com pessoas
diferentes, de ramos diferentes e criar um debate com perguntas aos
convidados”.
Thais Albuquerque,
universitária do 2° período de Publicidade e Propaganda, afirmou que a aula
inaugural criou boas expectativas. "Por ser uma palestra
interessante, as pessoas vão querer participar sempre. É isso que ela representa
ao abordar um assunto de extrema importância que é sobre as eleições".
Cada assessor teve dez minutos para dar um parecer sobre algumas das dificuldades encontradas no mundo da assessoria política e na campanha eleitoral. Logo após, os alunos puderam fazer perguntas e participar da discussão com todos os assessores.
MERCADO
Ronald Freitas achou válida
a ideia de destacar o mundo da assessoria e que a comunicação não pode se
fechar exclusivamente aos jornais e revistas. “Hoje você precisa olhar para
este lado. Atualmente, o mercado de jornalismo não se restringe apenas às
redações de jornais, mas sim às assessorias, porque a realidade está se impondo
para isso”, explica.
Por sua vez, o assessor
Cacá Soares afirmou que em uma campanha política é mais importante trabalhar
com questionamentos do que com promessas. Wilson Rezende destacou a necessidade
de se observar sempre a ética profissional, em um dos momentos mais polêmicos
do debate, quando disse que o assessor deve se ater ao profissionalismo, em vez
de ouvir a militância. Igor Barbosa e Sara Azevedo, que não são profissionais
de comunicação, discordaram. Eles
preferiram assinalar que a TV não é democrática com o tempo das campanhas.
“Quanto menos tempo, mais criatividade se exige da gente”, ponderou Barbosa.

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